Um blog Destemperados

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Gente, e eu que descobri outro dia que a categoria “Carolina na Cozinha”, é os meus textos? Orgulho, viu. Então a gente chegou no Jantando no Orkut #8 com o site de layout novo e tendo alcançado fama mundial, praticamente. Pessoas mandando e-mails e sugerindo pautas. Diversão garantida. Garantida médio, porque hoje é quinta-feira, e o relógio marca 22:00. Não dou 5 minutos pra aparecer mensagem do Rafael cobrando texto. E ainda não tem texto.

Estou usando aquele velho truque da escola de escrever uma redação sobre não ter escrito a redação. Tipo da coisa que não funcionava bem naquela época, e possivelmente não esteja funcionando agora. Provavelmente o Jantando no Orkut #8 seja o capítulo que meus críticos esperam: o texto da minha queda. 

Indifere, sinceramente. A vida de blogueiro tem dessas. Você agrada até o dia em que erra e os ’200etantos’ elogios, se transformam em ’500etantas’ críticas. Faz parte da brincadeira.

“Tá Carolina, e a porra do texto? Hein, Carolina? Vai enrolar até que horas?”

Chega, vou parar de enrolar. Contando um causo que envolve comida. Calma gente, paciência. Já conserto. 

Eu não sei se vocês sabem, mas eu tenho 30 anos. Surpresas a parte, estou naquela idade em que amigos solteiros estão em  extinção. Mas esta lógica já foi inversa, a maioria dos amigos era solteira. Pior que isso: solteirões temporários. Solteirão temporário é o sujeito que durante uns 2 anos, depois que vai morar sozinho, decide que vai viver como o Hugh Hefner, só que num apartamento de 4m². Conquistadores parte lindinhos, parte patéticos. Fato é: houve um tempo em que eles queriam impressionar as mocinhas. E as mocinhas não eram mais meninas, exigiam mais que as ex namoradas da adolescência exigiam.

Eu não sei se sempre foi assim ou como aconteceu, mas parece que o plano mais eficiente era: cozinhar. Mais, quase que invariavelmente: cozinhar risotto.

“A gente come um belo risotto, abre um belo vinho…”

Foi a primeira vez que eu descobri que risotto tinha virado o prato #1 de quem não sabia cozinhar e queria impressionar.

Uma vez que esta triste realidade foi constatada, nunca mais olhei o pobre do risotto com os mesmos olhos. Desconfio quase sempre. Quase sempre também, minha desconfiança se confirma.

  1. Outro dia num almoço da chá de bebê/almoço (não me pergunte como aconteceu de ir parar num chá de bebê), o prato principal era: risotto de frango. Por risotto de frango entenda: frango desfiado, arroz, milho enlatado, molho de tomate, arroz tipo 1 e cheiro verde. Hum, entendo. No meu tempo isso era o que a amiga dona de casa fazia pra aproveitar a sobra do frango.
  2. Gostaria de esclarecer que arroz empapado, com 13 toneladas de manteiga, e queijo ralado, não configura risotto de parmesão.
  3. 3 palavras: risotto, tomate, seco. (Evidente que tende à rúcula-e-tomate-seco.)
  4. Alerta: 99% dos pratos que envolvem arroz, milho e/ou ervilha não pode ser considerado risotto.
  5. Eu entendo o romantismo de gesto, mas se você não sabe cozinhar, trabalhe, junte dinheiro e impressione as moças com lindos jantares em restaurantes decentes. Ou jóias. Jóias são legais.
  6. Arroz empapado, 2 cogumelos despedaçados não fazem um risotto de funghi. No máximo “arroz empapado com essência de cogumelo”.
  7. Esta é a melhor dica de todas, aprendi com mamãe:

-> SE VOCÊ NÃO SABE FAZER ARROZ, COMPRE UMA FÔRMA DE PUDIM. Pega o arroz semi-empapado, enforma, desenforma e bota uma bela folhagem ornamental. Voilá.

E foi que foi, saiu texto.

Adorei o novo site, Rafael.

Ah sim, pelas minhas contas tamo quase completando 2 meses. Muito amor, né?

Muito amor e risotto pra vocês.

Vamo em frente, continuem com as sugestões.

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