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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Grande Muralha e os guerreiros de terracota, dois clássicos chineses da arte universal, poderão ser vistos e degustados no parque temático Chocolate Wonderland, em Pequim, que abrirá suas portas em 29 de janeiro.

Uma representação da Grande Muralha de 12 metros de comprimento e feita com sete toneladas de chocolate é uma das maiores atrações do Chocolate Wonderland, situado em uma praça ao norte do Estádio Olímpico de Pequim (Ninho de Pássaro). As primeiras 500 pessoas que foram à esta instalação de 20 mil metros quadrados, inspirada na obra “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, poderão saborear a réplica da Grande Muralha na entrada, ao receberem um pedaço da estrutura que representa a fortaleza milenar.

A muralha de chocolate fica em um dos cinco pavilhões que formam o parque, e junto a ela se encontram pequenos guerreiros idênticos aos 7 mil que vigiaram o túmulo secreto de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China, em Xian.

Os verdadeiros soldados de terracota são de tamanho natural, enquanto os de chocolate medem cerca de 20 centímetros de altura e formam um conjunto de, aproximadamente, mil figuras. Além deste grande grupo, há outros três guerreiros que mantêm a escala humana, assim como os reais, e que dão as boas-vindas ao visitante com um intenso cheiro de chocolate.

O parque não abriga apenas estes dois mitos históricos, mas também porcelanas chinesas da dinastia Ming e peças tradicionais transformadas em doces. Além disso, a exposição tem espaços para momentos correspondentes à vida moderna da China, de calçados e animais domésticos a um carro de tamanho natural – o primeiro assim na história da China -, passando pela imagem de um jogador de basquete.

A criadora da ideia de construir este parque, Zheng Yaoqing, disse à Agência Efe que a instalação expõe vários temas. “Um é o chocolate no mundo e o patrimônio da China. Também há outra área sobre a moda e a vida moderna, incluindo veículos, aviões, lazer e esporte”, acrescentou Zheng. As imitações serão mantidas a uma temperatura de 18 graus abaixo de zero, sob a supervisão de um grupo de técnicos.

O objetivo dos responsáveis do parque, cujo planejamento representou dois anos de trabalho e o uso de 80 toneladas de chocolate, é que o local este se transforme em um “símbolo” de Pequim durante os meses do inverno (hemisfério norte). Assim, também haverá uma loja para comprar chocolate e os visitantes poderão observar como é o processo de fabricação de bombons artísticos procedentes dos cinco continentes feitos por profissionais especializados no assunto e, inclusive, participar da elaboração.

A entrada para o parque custará 80 iuanes (US$ 11,7) para os adultos e 60 iuanes (US$ 8,7) para os idosos e crianças. O chocolate chega com força este mês à China, já que, além da abertura do parque em Pequim, uma iniciativa de produtores de chocolate franceses inaugurou o primeiro salão do doce na cidade de Xangai, com o objetivo de seduzir os jovens chineses com um produto mais doce que o que fabricam na França, atendendo ao gosto local.

Os chineses, por tradição, não são grandes consumidores de chocolate, porque era um produto praticamente desconhecido para eles até algumas décadas atrás, quando o produto se popularizou entre as gerações mais jovens e abertas à influência cultural ocidental.