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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009

Um jantar para seis pessoas em um luxuoso restaurante de Milão a convite de um importante executivo que se negou a pagar a conta de 4.140 euros (mais de R$ 12 mil), acabou com a intervenção da polícia. O caso, ocorrido em 13 de dezembro do ano passado, no exclusivo restaurante Cracco, foi publicado nesta quarta-feira no jornal italiano “La Stampa”.

O encontro ocorria de forma discreta à base de trufa branca ralada sobre tagliolini –um tipo de massa– acompanhada do menu clássico do Cracco, a 150 euros por pessoa (cerca de R$ 450); uma entrada prévia de 20 euros (quase R$ 60); e duas garrafas de vinho de entre 150 euros (quase R$ 450) a 180 euros (mais de R$ 530) cada.

Quando o garçom trouxe a conta, o executivo disse que houvera um engano. Só a trufa branca ralada aumentava para 3.730 euros (mais de R$ 11 mil) os pratos, porque, de acordo com o proprietário do estabelecimento, foram usados 300 gramas do produto, a um preço de 10,9 euros (cerca de R$ 32) por grama.

O executivo tentou obter um desconto, já que alegou que a trufa não tinha sido pesada, e o restaurante aceitou baixar a conta em 700 euros (mais de R$ 2.000), o que não foi aceito pelo cliente. Dois dias depois, o executivo enviou ao Cracco 2.000 euros (quase R$ 6.000), preço que considerou razoável considerando contas anteriores e com pratos semelhantes.

No entanto, o restaurante reagiu e apresentou uma denúncia à polícia, porque considerou o pagamento do cliente “arbitrário e incongruente”. “As pessoas civilizadas pagam o que compram. Há pessoas que pagam 7.000 euros por uma garrafa de bom vinho, e este senhor não pagou o que consumiu”, disse Carlo Cracco, chef do restaurante.

O executivo levou o caso aos tribunais.

A trufa branca é a variedade mais cara destes fungos que crescem sob terra em associação a certas árvores, e cujo tamanho varia entre o de uma noz e o de um melão. Via Folha