Prato Vendedor
AOS BARES
Dizem que quando alguém sai de casa pra comer, já sai sabendo o que pedir. Verdade ou mentira, o que prevalece é que existem pratos que vendem mais que outros. Porque?
O cliente não percebe, mas quando faz seu pedido pensa: Em custo/benefício (o preço do prato e conteúdo do prato), pensa no paladar (somos conservadores, não gostamos de inventar muita moda na hora de comer, porque se o prato for ruim, jogamos o dinheiro fora) e também pensa em outras coisas (tempo de preparo, apresentação, quantidade…etc). Podemos então dizer que o que faz um prato ser uma referência de vendas são 3 pontos:
Custo/beneficio: Pratos com itens combinados são muito mais atrativos que porções únicas. Os vencedores dos últimos anos do Comida di Buteco tinham pratos formados por combinações de no mínimo 4 itens. O cliente gosta de ter a impressão de que está “levando vantagem”. O prato mais caro não costuma ter boa saída. Mesmo que dispostas a gastar, as pessoas preferem optar pelo segundo ou terceiro maior preço do menu. A razão é curiosa. Perguntadas sobre o porquê da escolha, elas dizem que se sentem tomando uma decisão mais vantajosa. O prato de preço abusivo funciona, portanto, como um estímulo para que as pessoas peçam outros apenas um pouco mais baratos. (fonte: Gregg Rapp)
Paladar: Pratos acrescidos de termos como “tradicional” ou “à moda da vovó” sempre aparecem no ranking dos mais vendidos. Eles não apenas remetem a um terreno conhecido como ajudam a despertar lembranças afetivas. É interessante observar que o comportamento das pessoas não varia: ele é o mesmo numa lanchonete ou no melhor três-estrelas de Paris. (fonte: Gregg Rapp).
Outros: Pratos de rápido preparo e com uma montagem que não seja sofisticada só para chegar na mesa. É importante que um prato seja montado de forma que não desmanche ou fique feio depois de algumas beliscadas.


















